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Sua Performance Max ainda não vende em 2026? Faça estes 4 ajustes agora

Ulisses Giorgi6 min de leitura

Em resumo

Uma Performance Max que gasta e não vende costuma ter rastreamento errado e anúncios nos lugares errados. Os quatro ajustes são: cortar os canais caros e vazios, negativar toda semana, excluir os posicionamentos que só gastam (como canais infantis) e separar prospecção de remarketing em duas campanhas.

  • Desde 2025 a Performance Max aceita até 10.000 palavras negativas e tem relatório de performance por canal.
  • Uma conta com menos de 500 a 1.000 negativas está, na prática, sem gestão.
  • Negativas valem só para Pesquisa e Shopping; YouTube, Display, Discovery e Gmail se gerenciam com exclusões e criativos.
  • Excluir telas de TV (lance reduzido em 100%) e canais infantis costuma cortar gasto sem venda.
  • Separar prospecção e remarketing em duas campanhas PMax pede pelo menos R$ 100 a R$ 130 por dia.

Todo dia sai dinheiro da sua conta. Você abre a Performance Max, vê o gasto subindo, um número de conversões que não bate com a realidade e nenhum lugar onde clicar para entender o porquê. O resultado é desempenho baixo e falta de vendas.

Você não está imaginando coisas, e o problema quase nunca é o que te disseram que era. Neste artigo eu mostro os quatro ajustes que fazemos nas contas que chegam até nós para a Performance Max voltar a vender de forma consistente em 2026.

Prefere vídeo?

Sua PMAX no Google Ads em 2026 ainda não vende? Faça essas 4 coisas agora

A PMax não é mais tão caixa-preta

Antes de dizer que não tem onde ver nem como analisar uma Performance Max, saiba que muita coisa mudou entre 2025 e 2026:

  • Março de 2025: dá para adicionar até 10.000 palavras negativas na Performance Max.
  • Novembro de 2025: o relatório de performance por canal chegou a todas as contas.
  • Janeiro de 2026: dá para excluir os parceiros de pesquisa e fazer outras exclusões, para controlar onde o anúncio aparece e onde não aparece. Algumas contas ainda não têm, mas a grande maioria já tem.
  • Março de 2026: dá para ver como os vídeos estão sendo usados para conversão, por plataforma.

Com isso já dá para ver onde o orçamento vira venda e onde ele é só gasto.

Antes de tudo: o rastreamento

Quando recebemos a conta de um cliente novo, a primeira coisa que fazemos, depois de uma análise profunda com IA conectada ao Google Ads, ao Google Analytics e às outras plataformas, é conferir se as conversões estão certas e corrigir o rastreamento, online e offline. É isso que manda em tudo: se as conversões não refletem o que o cliente realmente faz, a PMax otimiza para a coisa errada.

Muita conta que chega até nós com uma PMax "que não funciona" tem exatamente dois problemas: conversões que não correspondem à realidade e anúncios exibidos nos lugares errados.

1. Corte os canais caros e vazios

Canal caro e vazio é o que gasta muito e não traz venda. A Performance Max foi feita para usar vários canais, um ajudando o outro, com a venda acontecendo principalmente na pesquisa ou no vídeo. E como a atribuição é baseada em dados, um canal que ajudou numa venda recebe uma parte dela. O problema é o canal que não ajuda em absolutamente nada.

Para encontrar esses canais, entre na campanha e vá em Insights e relatórios → Performance do canal. Numa das contas que analisei, a pesquisa do Google ficava com só 2,66% do orçamento, o YouTube com 84% e a Rede de Display com 13%. Filtrando só o YouTube, você vê os resultados apenas dele e começa a entender o que funciona, o que não funciona e o que precisa ser otimizado.

Dois cortes que costumam valer a pena:

  • Parceiros de pesquisa: desde janeiro de 2026 eles aparecem numa linha própria. Se não dão resultado, exclua.
  • Telas de TV: em Quando e onde os anúncios foram veiculados → Dispositivos, ajuste o lance de telas de TV para reduzir 100%. Na prática, isso exclui a TV da PMax. Cada caso é um caso, mas a grande maioria dos nichos ganha com isso, porque na frente da TV a pessoa não tem como agir na hora.

2. Negative de verdade

A PMax aceita até 10.000 palavras negativas. Nas contas que chegam até nós (geralmente contas que não estão indo bem, e é por isso que nos contratam), a maioria tem zero negativas, e as que têm, têm menos de 50. Se a sua conta tem menos de 500 ou 1.000 negativas, ela está abandonada: ninguém está gerenciando a sua Performance Max.

O trabalho é contínuo: olhe os termos de pesquisa (quais convertem e quais só gastam), revise as negativas e negative pelo menos uma vez por semana. No começo da conta, faça isso diariamente até estabilizar.

Atenção: as negativas valem só para a Pesquisa e o Shopping. No YouTube, na Rede de Display, no Discovery e no Gmail elas não valem. Esses canais você gerencia com exclusão de posicionamento e com criativos próprios para cada um. O Discovery, por exemplo, precisa de um criativo pensado para ele.

3. Exclua os posicionamentos que só gastam

É aqui que o dinheiro costuma ir para o lixo. No relatório de onde os vídeos foram exibidos, o Google mostra só as impressões, não as conversões (de propósito: ele quer que você confie na otimização dele). Mesmo assim, olhe um por um.

Numa conta que chegou até nós, o anúncio aparecia quase só em canais infantis: Bolofofos, Bob Esponja, Boi da Cara Preta. Nenhuma criança assistindo desenho vai contratar uma consultoria especializada. É orçamento jogado fora.

Como não existe um botão para desligar canais infantis, o jeito mais simples é usar uma lista: uma planilha de canais infantis, filtrada pelos canais em português, com todos adicionados como posicionamentos excluídos na conta. A lista que usei tinha 1.301 canais; 1.284 eram válidos e foram excluídos.

Aqui está a planilha que eu uso. Ela é só de leitura: faça uma cópia para você (no Google Planilhas, Arquivo → Fazer uma cópia) e vá adicionando os canais que encontrar nas suas auditorias.

Depois disso, a PMax passa a mostrar os anúncios em outros canais, e aí vem a auditoria seguinte: na outra semana, olhar de novo e excluir os canais que não fazem sentido para o seu negócio. As exclusões de posicionamento são feitas no nível da conta e são obrigatórias: sem elas, a sua PMax não vai funcionar.

4. Separe prospecção de remarketing

A PMax foi feita para prospectar e depois fazer remarketing em cima de quem já conheceu a sua marca. O problema é que você não controla quanto do orçamento vai para cada parte: não dá para ter uma PMax só de prospecção nem uma só de remarketing.

O contorno que funciona muito bem são duas campanhas. Uma otimizada só para clientes novos (por exemplo, só para quem nunca acessou o site) e outra sem essa restrição. Como a primeira fica focada em prospecção, a segunda naturalmente puxa mais para o remarketing. Para essa separação funcionar bem, você precisa de pelo menos R$ 100 a R$ 130 por dia de orçamento.

O que ainda é caixa-preta

  • Conversões fora da pesquisa: você vê muito bem as conversões da pesquisa, mas ainda não há um relatório estruturado de quanto um vídeo específico converteu.
  • Métricas financeiras por asset: ainda não dá para ver o retorno de um título ou de uma variação específica de criativo.

A auditoria semanal, resumida

É uma auditoria de uns 20 minutos, que fazemos manualmente e também com IA conectada às contas por MCP:

  1. Relatório de performance por canal dos últimos 30 dias;
  2. Termos de pesquisa e negativas (no mínimo toda semana);
  3. Exclusões de posicionamento no nível da conta;
  4. Dispositivos (telas de TV) e vídeos onde o anúncio aparece.

A Performance Max vende, e quando está otimizada funciona muito bem. Mas ela precisa que você mostre qual é o caminho certo, e esse ajuste costuma levar de 3 a 6 semanas de otimização. Se você não começar hoje, vai estar sempre essas semanas atrasado.

Quer ajuda com isso?

Se você não quer fazer isso sozinho, ou já contratou outras empresas e não teve o resultado esperado, esse é o trabalho da nossa assessoria de vendas online: estratégia primeiro e tráfego depois, com foco em retorno sobre o investimento, métodos Lean e PDCA. E não só na PMax, mas em todo o Google Ads, no Meta Ads, no LinkedIn Ads e no TikTok Ads.

Perguntas frequentes

Por que minha Performance Max gasta e não vende?

Na maioria das contas que analisamos, por dois motivos: conversões que não refletem o que o cliente realmente faz e anúncios exibidos nos lugares errados, como canais infantis no YouTube ou telas de TV. Comece corrigindo o rastreamento, online e offline, e depois corte os canais e posicionamentos que gastam sem trazer venda.

Onde vejo em qual canal a Performance Max gasta o orçamento?

No relatório de performance do canal: dentro da campanha, em Insights e relatórios → Performance do canal. Ele mostra quanto vai para a pesquisa, o YouTube, a Rede de Display e outros canais, e permite filtrar cada um para ver os resultados dele.

Quantas palavras negativas uma Performance Max deve ter?

A Performance Max aceita até 10.000. Uma conta com menos de 500 a 1.000 negativas costuma estar sem gestão. O trabalho é contínuo: revisar os termos de pesquisa e negativar pelo menos uma vez por semana, e diariamente no começo da conta. As negativas valem só para a Pesquisa e o Shopping.

Como impedir que a Performance Max mostre anúncios em canais infantis do YouTube?

Não existe um botão para isso. O jeito mais simples é usar uma planilha de canais infantis, filtrar os canais em português e adicionar todos como posicionamentos excluídos na conta. Depois, revise toda semana onde os anúncios passaram a aparecer e exclua os canais que não fazem sentido para o seu negócio.

Dá para separar prospecção de remarketing na Performance Max?

Não dentro de uma mesma campanha. O contorno é criar duas: uma otimizada só para clientes novos e outra sem essa restrição, que naturalmente puxa mais para o remarketing. Para funcionar bem, é preciso pelo menos R$ 100 a R$ 130 por dia de orçamento.

Escrito por

Ulisses Giorgi

CEO da Lucro Digital

Foi diretor de Tecnologia da Informação da Dell, onde trabalhou por 13 anos. Formado em Ciência da Computação, mestre em Sistemas Distribuídos e Reativos, professor do curso de extensão em Marketing Digital da PUC-RS, certificado pelo Google e autor de “Tribo do Mouse” e “E-Commerce Vencedor”. É CEO da Lucro Digital.

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