Growth Hacking é o nome dado para definir um modelo de estratégia inovadora que combina marketing criativo, engenharia de software e análise de dados. As áreas de marketing e tecnologia (análise de dados e testes e engenharia de software e automação) possuem semelhanças em comum, e uma delas é a capacidade de criar termos de forma exponencial. Essas novas designações, em geral, explicam processos ou tecnologias antigas com uma nova roupagem, só que de forma muito mais rápida.

Segundo Sean Ellis, o criador do termo “Growth Hacking”, é o trabalho de alguém, “cujo objetivo é o verdadeiro crescimento da empresa. Por isso, tudo o que é feito deve ser examinado por seu potencial de impacto sobre o crescimento escalável”, isto é, tudo tem que ser feito e testado no limite do crescimento.

Mas o growth hacking vai mais além do que um termo inventado para se vender mais. O que Ellis fez foi dar um visual mais novo para coisas que já vinham sendo feitas e não que tudo isso já não existisse antes, mas muita gente já vinha fazendo de forma descentralizada e sem um objetivo definido.

A partir daí o mundo se abre e o conhecimento passou a ser compartilhado. Novas estratégias foram criadas. Novas ideias surgiram e as Startups foram criadas. É até difícil dizer onde começa o hacking ou quando acontece o growth, ou onde entra o marketing digital.

Alguns livros que contam a história recente das principais estratégias growth hacking, que já viraram clássicos, como o caso do Dropbox, com o seu modelo de referrals, ou então sobre o início do Hotmail e seu gigantesco crescimento inicial com base na estratégia do e-mail gratuito.

No caso do E-Commerce, as ações precisam ser rápidas pois todos os dias surgem novos concorrentes. O que quer dizer isso? Quer dizer que se você fez todo o planejamento, testou, colocou em prática (sim, estou me referindo ao Ciclo PDCA) e não deu certo, você não pode ficar pensando muito tempo em uma outra solução; as ações de acertos e melhorias precisam ser rápidas – lembre-se, o seu vizinho pode estar vendendo algo semelhante ao seu produto.

Outro item muito importante com relação ao E-Commerce é o remarketing. Vamos pensar juntos: eu visitei a sua página, me interessei um pouco por um produto, mas resolvi não o adicionar no carrinho porque estava com um pouco de pressa. Se, nesse caso não houver uma ação sua para que eu continue interessado no seu produto, não esqueça dele, ou que a publicidade desse produto apareça para mim em outros sites, você tem problemas. O remarketing precisa funcionar como um seguidor meu, nesse caso; senão, imagine a quantidade de pessoas que podem se tornar leads e simplesmente vão embora e, o pior, você não sabe disso.

Enfim, tudo é growth e a ideia é crescer de forma escalável. Esses são os objetivos principais de uma startup: crescer, ganhar força, chegar ao ponto de equilíbrio e conquistar excelentes avaliações.

O mais legal do growth hacking, no final das contas, são as intermináveis possibilidades que podemos criar por meio de estratégias que aliam o marketing, a tecnologia e a criatividade.

 

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Ulisses Giorgi - LucroDigital.Com.Br


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