Por que não estou vendendo no Facebook e no Instagram?
Ulisses GiorgiAtualizado em 5 min de leitura

Em resumo
Quando um anúncio no Facebook e no Instagram não vende, o problema costuma estar na oferta ou no público, não no produto. O marketing apenas multiplica o que existe, então é preciso validar a oferta antes e testar ao menos dois públicos bem definidos, de preferência por comportamentos, e não por interesses, começando com investimento baixo.
- A pessoa no Facebook e no Instagram vê a oferta, não o produto; se não há vendas, o primeiro lugar a revisar é a oferta.
- O marketing multiplica o resultado: vender para 5 de 10 desconhecidos mostra boa oferta, e zero em 100 amigos indica que o anúncio multiplicaria o fracasso.
- Crie uma campanha com no mínimo dois conjuntos de anúncios, cada um com um público, para ter comparação e uma linha de base.
- No início, evite públicos maiores que 20% da população do local segmentado.
- Comportamentos, como viajantes internacionais frequentes, são mais precisos que interesses, como carros de luxo.
A plataforma do Facebook, que inclui o Instagram, é uma das melhores ferramentas de venda hoje em dia. Colocaria ela apenas atrás do Google Ads, que na grande maioria dos casos ainda consegue um ROAS (Retorno sobre o Investimento de Marketing) maior que o Facebook [embora isso obviamente varia muito de nicho para nicho].
Por que ela então não está funcionando para você (estou assumindo que você está lendo esse artigo porque a plataforma não está lhe entregando o que você precisa)?
ATENÇÃO: se você tinha uma campanha que funcionava antes e agora parou de vender ou o seu anúncio já não está mais em exibição, veja nosso artigo sobre “Meus Anúncios no Facebook Pararam de Funcionar”.
O primeiro conceito que queria apresentar é Oferta x Produto
Você pode não se dar conta, mas são duas coisas completamente diferentes. Você pode ofertar o mesmo produto de mil maneiras diferentes. A pessoa do outro lado do Facebook e do Instagram não vê o produto ou o serviço – ela vê apenas a oferta. E a oferta, nesse caso, torna-se mais importante que o produto. Se a venda não está ocorrendo, um provável lugar de atenção não é no produto ou serviço em si – mas na oferta.
Para conseguir concluir meu raciocínio aqui, preciso apresentar outro conceito: o marketing como multiplicador / potencializador.
O marketing é um multiplicador, um potencializador. Se você oferecer seu produto ou serviço para 10 pessoas estranhas e 5 delas comprar, significa que a taxa de conversão da sua oferta é excelente: 50%. Você está pronto para usar o marketing para multiplicar sua oferta e ganhar muito dinheiro.
Agora, se você ofereceu para 100 amigos e nenhum comprou, quando você jogar essa estratégia para o Facebook e o Instagram, você estará multiplicando / potencializando o fracasso. Não há mágica aqui. A plataforma não vai tornar sua oferta melhor do que ela é.
Por isso mesmo, a primeira coisa que você tem que ter certeza é que está multiplicando uma BOA oferta
Uma forma fácil de validar a oferta é exatamente usar um pequeno conjunto de pessoas, ofertar para elas seu produto e seu serviço, e ver como elas reagem. Existem formas de validar a oferta dentro do Facebook, mas aí estamos falando de uma fase pré-campanha de vendas. Falaremos disso em nossos artigos.
VALIDE SUA OFERTA ANTES DE ESCALAR SEU MARKETING
Mas talvez você tenha sua oferta validada (ao menos até um certo ponto) e ainda sim suas vendas são medíocres no Facebook e no Instagram. O que está acontecendo?
Diferentemente do Google, que o público quase sempre se auto-define pelas pesquisas que estão realizando, o Facebook precisa ter um público muito bem definido ou você não conseguirá vender.
A razão disso é o algoritmo utilizado, que de forma simplificada, quer entregar anúncios relevantes para seus usuários. A razão é simples: caso os usuários comecem a ver anúncios sem sentido (para eles), acabarão saindo da plataforma – e isso é a última coisa que o Facebook deseja. Portanto, ele mede a importância que é dada quando seu anúncio é exibida. Se ele não for relevante, ele começará a sobretaxar a exposição daquele anúncio para aquele público. Isso torna mais caro o marketing e faz ele ser exposto para menos pessoas. Se esse ciclo continua, seu marketing se torna impraticável.
Por isso mesmo, se a oferta está validada, você tem que escolhe seu público muito bem. Aqui, menos é mais. Se você focar em todo mundo, você estará focando em ninguém e seu anúncio ficará caro. Você precisa definir ao menos DOIS públicos que tenham uma chance grande de interesse em sua oferta e deixar eles rodando lado a lado.
Crie uma campanha com no mínimo dois conjuntos de anúncio, um apontando para um público e outro para outro. Você precisa de uma comparação ou não vai saber se está indo bem ou não.
Por que dois públicos ao mesmo tempo e não um só? É estatística. Você não saberá nunca se um público é bom se você não tiver uma forma de comparar. Tendo dois públicos, ao menos você consegue já começar a criar sua baseline (linha de base dos seus resultados). O tamanho dos públicos pode variar, mas no início, principalmente se você for iniciante, nunca crie um público maior 20% toda a população do local que você está focando.
E tente ao máximo usar Comportamentos e não Interesses.
Comportamentos são muito mais precisos; Interesses podem enganar muito. Um exemplo de Comportamento: viajantes internacionais frequentes. Um exemplo de Interesse: Carros de Luxo. Ora, você pode ter interesse em carros de luxo e não ter a mínima condição de comprá-lo (aliás, essa é uma verdade sobre esse Interesse – a grande maioria dos brasileiros tem esse interesse mas não tem condições de ter o carro de luxo). Já o comportamento é algo real. O Facebook sabe que a pessoa viaja muito para o exterior devido ao GPS do celular, o app do Facebook, seus check-ins, etc.
Tente ao máximo focar em Comportamentos e não em Interesses
E lembre-se sempre que aqui menos é mais. Se o algoritmo perceber que a oferta é atraente para o público (ou seja, você acertou o público), ele vai tornar sua campanha mais barata e muito mais otimizada. Isso obviamente reverte em vendas.
Fazer a campanha do Facebook e do Instagram dar certo é uma ciência. Por isso mesmo, você precisa começar investindo menos e, à medida que as coisas vão dando certo, ir subindo o investimento aos poucos – em um ciclo de melhoria contínua (ou PDCA – Plan, Do, Check, Act ou Planejar, Fazer, Verificar e Agir em português).
Perguntas frequentes
Por que não estou vendendo no Facebook e no Instagram?
Segundo o artigo, as causas mais prováveis são uma oferta fraca ou não validada e um público mal definido. A pessoa vê apenas a oferta, não o produto, e o algoritmo encarece anúncios irrelevantes para o público. O marketing multiplica o que existe, então uma oferta ruim só amplia o fracasso.
Quantos públicos devo testar em uma campanha no Facebook?
No mínimo dois. O artigo recomenda uma campanha com ao menos dois conjuntos de anúncios, cada um apontando para um público, rodando lado a lado. Sem comparação, você não sabe se o resultado é bom ou ruim. Dois públicos permitem criar uma linha de base, e no início nenhum deles deve passar de 20% da população do local.
É melhor segmentar por comportamentos ou por interesses no Facebook?
O artigo recomenda focar em comportamentos, que são mais precisos e baseados em ações reais, como viajar muito ao exterior. Interesses podem enganar: muita gente tem interesse em carros de luxo sem condições de comprar um. Quando o algoritmo percebe que a oferta atrai o público certo, a campanha fica mais barata e otimizada.
Como validar uma oferta antes de investir em anúncios?
Ofereça o produto ou serviço a um pequeno grupo de pessoas e observe como reagem. No exemplo do artigo, vender para 5 de 10 desconhecidos indica uma conversão excelente, de 50%. Só depois disso faz sentido escalar o marketing, e o investimento deve começar baixo e subir aos poucos, em ciclos de melhoria contínua (PDCA).
Escrito por
CEO da Lucro Digital
Foi diretor de Tecnologia da Informação da Dell, onde trabalhou por 13 anos. Formado em Ciência da Computação, mestre em Sistemas Distribuídos e Reativos, professor do curso de extensão em Marketing Digital da PUC-RS, certificado pelo Google e autor de “Tribo do Mouse” e “E-Commerce Vencedor”. É CEO da Lucro Digital.
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